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IA cria vídeos cada vez mais realistas, mas experiências presenciais devem ganhar ainda mais valor, avalia especialista

Imagem gerada por IA

A inteligência artificial segue dando novos saltos na produção de conteúdo audiovisual. Ferramentas capazes de criar vídeos cada vez mais realistas, com movimentos naturais, sincronização de voz, efeitos cinematográficos e qualidade profissional, estão mudando a forma como marcas, criadores de conteúdo e empresas produzem imagens. Em poucos minutos, já é possível desenvolver cenas que antes exigiam grandes equipes, equipamentos sofisticados e altos investimentos.

Para muitos especialistas, essa democratização da produção audiovisual representa uma revolução criativa. Mas, ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita a criação de conteúdo digital, ela também desperta um movimento aparentemente contraditório: a valorização das experiências presenciais.

Segundo Mohamad Rabah, CEO da Multiverso Experience e especialista em experiências imersivas, quanto mais abundante se torna o conteúdo produzido por inteligência artificial, maior tende a ser o interesse do público por vivências autênticas.

“Estamos entrando em uma era em que qualquer pessoa consegue criar um vídeo impressionante usando inteligência artificial. Isso muda completamente o mercado de conteúdo, mas também faz com que aquilo que não pode ser reproduzido por uma tela ganhe ainda mais valor. As pessoas continuam buscando emoção, interação e memórias reais, e isso só acontece quando elas vivem uma experiência presencial”, afirma.

Nos últimos meses, plataformas de IA generativa passaram a produzir vídeos com nível de realismo que, até pouco tempo atrás, parecia restrito aos grandes estúdios de cinema. O avanço reduz custos, acelera campanhas publicitárias e amplia as possibilidades de criação para empresas de diferentes segmentos.

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Na avaliação de Rabah, o impacto será semelhante ao que ocorreu com a fotografia digital e, posteriormente, com as redes sociais. “A tecnologia democratiza a produção, mas também aumenta a concorrência pela atenção das pessoas. Quando todos conseguem produzir bons vídeos, o diferencial deixa de ser apenas o conteúdo e passa a ser aquilo que gera conexão emocional. É exatamente nesse ponto que entram as experiências imersivas”.

Segundo o especialista, essa transformação já pode ser percebida em diferentes mercados. Marcas têm investido em ativações presenciais, exposições interativas, instalações sensoriais e eventos capazes de criar envolvimento muito além do ambiente digital.

“O digital desperta curiosidade. A experiência presencial cria lembrança. São duas coisas complementares. A inteligência artificial será uma grande aliada para desenvolver narrativas, cenários e conteúdos, mas dificilmente substituirá a sensação de estar fisicamente dentro de uma experiência bem construída”, analisa.

À frente da Multiverso Experience, empresa responsável por projetos como “Uma Homenagem ao Rei Pelé”, “Hello Kitty – 50 Anos de Encanto e Magia”, “MasterChef – Imersão & Sentidos” e a “Sabrina Sato Experience”, Rabah acompanha de perto a evolução das tecnologias aplicadas ao entretenimento e acredita que a IA deverá ampliar – e não reduzir – o potencial das experiências imersivas.

“A inteligência artificial não representa o fim das experiências presenciais. Ela amplia as possibilidades criativas. Podemos desenvolver ambientes mais inteligentes, projeções mais realistas, narrativas personalizadas e interações muito mais sofisticadas. O futuro não será físico ou digital. Será uma combinação dos dois”, enfatiza.

Para o CEO, o comportamento do consumidor também explica esse movimento. Em um cenário de excesso de conteúdo, experiências exclusivas tornam-se cada vez mais valiosas. “Vivemos uma economia da atenção. Todos disputam alguns segundos do olhar das pessoas. Quando alguém decide sair de casa para visitar uma exposição, participar de um evento ou viver uma experiência imersiva, ela está buscando algo que não pode ser pausado, editado ou simplesmente deslizado na tela do celular. É isso que cria valor e faz com que as experiências presenciais continuem crescendo mesmo em uma era dominada pela inteligência artificial”.

Na avaliação de Rabah, os próximos anos serão marcados pela integração entre inteligência artificial e entretenimento presencial. “As empresas que vão liderar esse mercado serão aquelas capazes de unir tecnologia, criatividade e emoção. A IA não substitui a experiência humana; ela potencializa aquilo que já sabemos fazer de melhor: contar histórias que as pessoas realmente queiram viver”, conclui.

*O texto acima foi gentilmente cedido pela assessoria de imprensa.

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