A FIFA quer que a Copa do Mundo de 2026 seja lembrada não apenas pelo futebol, mas também pela tecnologia. A entidade apresentou recentemente um conjunto de inovações que promete transformar a forma como partidas são analisadas, transmitidas e consumidas pelo público. Entre as novidades estão avatares tridimensionais dos jogadores para auxiliar decisões de impedimento e sistemas de inteligência artificial capazes de estabilizar automaticamente as imagens captadas pelas câmeras dos árbitros.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo da FIFA para integrar inteligência artificial, processamento de dados em tempo real e recursos visuais avançados à experiência esportiva. O objetivo é aumentar a precisão das decisões dentro de campo e, ao mesmo tempo, criar novas formas de aproximação entre torcedores, atletas e arbitragem.
Para Mohamad Rabah, especialista em experiências imersivas e conteúdos visuais de grande escala e, o anúncio mostra como o entretenimento esportivo está migrando para um novo patamar de interação e percepção. “Estamos entrando em uma fase em que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a fazer parte da narrativa do espetáculo. Quando um torcedor consegue visualizar uma decisão de impedimento por meio de reconstruções tridimensionais detalhadas ou acompanhar um lance pela perspectiva do árbitro com qualidade aprimorada por inteligência artificial, ele passa a compreender e sentir o jogo de uma maneira completamente diferente”, afirma.
Uma das principais apostas da FIFA será o uso de avatares digitais criados a partir de escaneamentos corporais dos jogadores. Os modelos virtuais alimentarão o sistema semiautomático de impedimento, permitindo um rastreamento mais preciso dos atletas durante as partidas. A mesma tecnologia também será utilizada para gerar visualizações em 3D exibidas durante as transmissões.
Segundo Rabah, esse tipo de recurso representa uma evolução natural da convergência entre esporte, entretenimento e tecnologias imersivas. “Os avatares digitais não servem apenas para tornar as decisões mais precisas. Eles criam uma camada adicional de informação visual que facilita a compreensão dos lances e aproxima o público dos bastidores tecnológicos do jogo. É um exemplo claro de como a experiência do espectador está se tornando mais rica, mais transparente e mais envolvente”, explica o CEO da Multiverso Experience.
Outra inovação anunciada pela entidade é a atualização do sistema Referee View, que exibirá imagens registradas pelas câmeras dos árbitros com estabilização baseada em inteligência artificial. A expectativa é reduzir tremores e melhorar a qualidade das imagens captadas durante momentos de alta intensidade dentro de campo.
Para o especialista, o recurso reforça uma tendência que já vem ganhando força em diversas modalidades esportivas ao redor do mundo. “O público atual não quer apenas assistir. Ele quer participar, entender e vivenciar os acontecimentos sob diferentes perspectivas. As tecnologias imersivas atendem exatamente a essa demanda. Elas colocam o espectador dentro da experiência e criam um nível de conexão emocional muito maior com o evento”, destaca.
A FIFA já realizou testes de algumas dessas ferramentas em competições recentes e pretende ampliar sua utilização durante a Copa do Mundo de 2026. A expectativa da entidade é que bilhões de pessoas acompanhem o torneio ao redor do planeta.
Na avaliação de Rabah, o movimento sinaliza uma transformação que deve se estender muito além do futebol. “A Copa do Mundo costuma funcionar como uma vitrine global para tecnologias que depois se espalham para outros segmentos do entretenimento. O que estamos vendo agora é a consolidação de um novo padrão de consumo, em que inteligência artificial, visualização tridimensional e experiências imersivas passam a fazer parte da expectativa do público. O esporte está apenas abrindo caminho para uma revolução que será percebida em toda a indústria de eventos e conteúdo”, conclui.
*O texto acima foi gentilmente cedido pela assessoria de imprensa.



