O Dia do Amor, conhecido internacionalmente como Valentine’s Day e celebrado no dia 14 de fevereiro, ganha um significado especial em 2026 ao coincidir com o fim de semana do Carnaval. Entre blocos, festas e encontros casuais, a data se torna um convite para refletir sobre como as relações, inclusive consigo mesma, estão sendo vividas.
Para a especialista em autodesenvolvimento e autoamor Renata Fornari, a data costuma ser vivida de maneiras muito diferentes. “Para quem está em um relacionamento saudável, é um momento de celebração. Mas para quem vive uma relação insatisfatória ou está solteiro buscando alguém a qualquer custo, o Dia do Amor pode acentuar angústias e frustrações”, analisa.
Segundo Renata, é comum que, nessa época, muitas pessoas confundam desejo de conexão com carência emocional. “Sair desesperadamente à procura de um relacionamento raramente leva a vínculos saudáveis. A carência é um sinal de falta de amor próprio, e nenhuma outra pessoa consegue preencher esse vazio”, afirma.
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A especialista destaca que não há problema em se permitir aproveitar a folia, dançar, paquerar ou até extrapolar um pouco os limites físicos do cansaço, desde que isso venha de um lugar interno saudável. “A linha entre prazer e autossabotagem é sutil. Quando a pessoa sai para curtir tentando preencher um vazio emocional, é comum ultrapassar limites, beber em excesso ou se colocar em situações que depois geram arrependimento”, pontua.
Ela explica que os relacionamentos tendem a refletir a relação mais importante da vida: a que cada um constrói consigo mesmo. “Quando o amor próprio é fortalecido, algo sempre muda: ou o relacionamento atual melhora significativamente, ou ele deixa de fazer sentido e abre espaço para algo mais compatível. Essa é a única dinâmica realmente sustentável”, pontua.
Para aproveitar o Valentine’s Day em pleno Carnaval de forma mais alinhada, a especialista sugere uma pausa antes de sair de casa. “Vale se perguntar: estou indo para me divertir ou para provar algo? Estou respeitando meus limites ou tentando me encaixar? Essas respostas dizem muito sobre o lugar interno de onde as escolhas estão sendo feitas”, orienta.
Renata também questiona a ideia de que um relacionamento deve “completar” alguém. “Você se completa com amor próprio. Quando duas pessoas que já se sentem inteiras se encontram, elas transbordam juntas, compartilham e crescem. Relações baseadas em dependência emocional dificilmente se sustentam”, explica.
Para quem não está vivendo um relacionamento saudável, a especialista propõe ressignificar a data. “No Dia do Amor, celebre se fizer sentido. Mas, se não for o seu caso, minha proposta é simples: que tal celebrar o amor com a pessoa mais importante da sua vida, que é você?”, sugere. “Se presentear, cuidar de si e cultivar a relação interna que você gostaria de viver com alguém é o primeiro passo para atrair relações mais verdadeiras”.
Por fim, Renata reforça que tanto o Carnaval quanto o Dia do Amor podem ser vividos com mais consciência quando o ponto de partida é o autoamor. “Quando existe respeito interno, a diversão é mais leve, as escolhas são mais alinhadas e os encontros, com o outro ou consigo, se tornam mais genuínos”, finaliza.
*O texto acima foi gentilmente cedido pela assessoria de imprensa.




