Entre o cinema, o teatro e o audiovisual, Daniel Haidar atravessa um dos períodos mais movimentados de sua carreira. Natural de São Luís, no Maranhão, o ator vem conciliando trabalhos em diferentes linguagens e mantém uma ligação cada vez mais próxima com o estado onde nasceu.
Um dos momentos recentes dessa trajetória aconteceu com Dois Graus ao Sul do Equador, longa rodado no Maranhão que teve sua primeira exibição em maio de 2026 no Marché du Film, realizado durante o Festival de Cannes. O filme ainda não tem data definida para chegar aos cinemas brasileiros.
Haidar também integra o elenco de Mercado dos Ratos, produção atualmente em pós-produção e com lançamento previsto para 2027, segundo as informações divulgadas pela equipe do ator.
Daniel Haidar amplia atuação no cinema
O retorno de Daniel Haidar ao Maranhão ganhou um significado especial para o ator, que deixou São Luís há 11 anos.
“Sou maranhense, nasci em São Luís e sou apaixonado pela minha terra. Foi um prazer e uma realização muito particular voltar à minha cidade natal a trabalho. Saí de São Luís há 11 anos e voltar trabalhando é uma satisfação e um combustível maravilhoso”, conta.
Além dos dois projetos rodados no Maranhão, Daniel está no elenco de Cacilda Becker em Cena Aberta, longa dirigido por Júlia Moraes e protagonizado por Débora Falabella. Na produção, ele interpreta Walmor Chagas. O filme está em pós-produção.
No audiovisual, o ator também acumula trabalhos em produções como DOM, do Prime Video, Verdades Secretas 2, do Globoplay, e Garota do Momento, da TV Globo, na qual interpretou o jornalista Celinho. Seu perfil profissional também registra trabalhos anteriores no cinema e na televisão.
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Dos musicais ao teatro dramático
Nos palcos, a trajetória de Haidar passa por mais de 20 espetáculos e por diferentes formatos. Entre os trabalhos estão Se Essa Lua Fosse Minha, Clube da Esquina – Os Sonhos Não Envelhecem, Elvis – A Musical Revolution e ROCKY, musical no qual interpretou Rocky Balboa.
Em 2026, Daniel Haidar esteve no elenco de Hamlet, Sonhos que Virão, montagem dirigida por Rafael Gomes que teve Gabriel Leone e Ícaro Silva se revezando no papel-título. Haidar interpretou Guildenstern e o Coveiro.
A temporada também deu origem a outro projeto. Ao lado de Rafael Gomes, Haidar idealizou Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, de Tom Stoppard, montagem que foi apresentada em paralelo a Hamlet. Além de atuar, ele também participou da adaptação e produção do espetáculo.
Para o ator, a possibilidade de circular entre diferentes linguagens é justamente uma das partes mais interessantes da profissão.
“Eu gosto muito dessa possibilidade que meu ofício me oferece de transitar entre diferentes linguagens, entre teatro, teatro musical e audiovisual. Voltei ao Maranhão para filmar, tenho planos de me apresentar nos palcos também.”
Sarah Bernhardt chega aos palcos de São Paulo
O próximo compromisso teatral de Haidar já tem data marcada. O ator integra o elenco de Sarah Bernhardt em São Paulo, com direção de Ulysses Cruz e estreia prevista para 16 de outubro, em São Paulo.
A montagem celebra os 140 anos da visita da atriz francesa à cidade. Para Haidar, entrar em contato com a trajetória de Sarah Bernhardt representa uma nova experiência artística.
“Estou muito feliz de voltar aos palcos, em São Paulo, com a história da primeira popstar do mundo. Sarah é uma mulher revolucionária que fez teatro pelo mundo inteiro e inventou um novo jeito de interpretar. Estar em contato com a vida e obra de uma artista dessa magnitude está sendo transformador. Ninguém passa ileso por Sarah Bernhardt”, afirma.
Com novos projetos no cinema e no teatro, Daniel Haidar encerra 2026 mantendo justamente a característica que vem marcando sua trajetória: a possibilidade de transitar entre diferentes palcos, telas e histórias.



