O sucesso de “A Odisseia”, novo épico de Christopher Nolan, vai além das telas e já impulsiona novas discussões sobre o futuro da experiência cinematográfica. Considerado por parte do público e da crítica como um dos grandes filmes de 2026, o longa chegou aos cinemas brasileiros em 16 de julho cercado por grandes expectativas e registrou a maior estreia da carreira do diretor, com mais de US$264 milhões arrecadados mundialmente no primeiro fim de semana.
Agora, uma exibição do filme em um cinema no Catar chamou a atenção nas redes sociais ao levar a imersão a outro nível. Utilizando a tecnologia 4DX, a sessão combinou movimentos sincronizados das poltronas, rajadas de vento, borrifos de água e vibrações que acompanharam as tempestades, batalhas e cenas de ação da produção.
As imagens mostram o público sendo movimentado pelas poltronas durante os momentos de maior intensidade, criando a sensação de estar dentro da jornada vivida pelos personagens. Nas redes sociais, internautas brincaram que a experiência fazia os espectadores saírem da sala com a impressão de que não apenas assistiram ao filme, mas “sobreviveram” a ele.
Para Mohamad Rabah, especialista em experiências imersivas e CEO da Multiverso Experience, o episódio evidencia uma mudança no comportamento do público e reforça que o futuro do entretenimento passa pela criação de experiências capazes de envolver diferentes sentidos.
“Durante muito tempo, ir ao cinema significou sentar diante de uma tela e acompanhar uma história. Hoje, o público busca algo mais profundo: quer sentir o ambiente, perceber a intensidade das cenas e ter a impressão de que faz parte da narrativa. Recursos como movimento, vento, vibração e efeitos sensoriais ampliam a conexão emocional e transformam a exibição em uma experiência que vai muito além da imagem”, afirma.
Dirigido por Christopher Nolan e estrelado por nomes como Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Robert Pattinson, Zendaya e Charlize Theron, “A Odisseia” adapta o clássico de Homero e acompanha a longa jornada de Odisseu para retornar à sua terra após a Guerra de Troia. A produção foi filmada em diferentes países e desenvolvida com tecnologia IMAX, reforçando a proposta de criar uma experiência visual em grande escala.
Segundo Rabah, a repercussão da sessão 4DX demonstra que o cinema pode oferecer ao público experiências que dificilmente seriam reproduzidas em casa, mesmo com o avanço das plataformas de streaming e das tecnologias domésticas. “O streaming trouxe praticidade e ampliou o acesso aos conteúdos, mas também fez com que os cinemas precisassem oferecer algo que ultrapassasse a exibição tradicional. Quando o ambiente responde ao que acontece na tela, o espectador deixa de ser apenas um observador e passa a vivenciar a história de forma física e emocional. Essa é uma das principais forças das experiências imersivas: criar presença, envolvimento e memória”, explica.
A tecnologia 4DX utiliza poltronas articuladas e efeitos ambientais sincronizados com a narrativa, como vento, água, vibrações e outros estímulos. Para o CEO da Multiverso Experience, a integração desses recursos mostra como diferentes tecnologias podem atuar juntas para ampliar a percepção do público.
“A imersão não depende apenas de uma grande tela ou de efeitos visuais sofisticados. Ela acontece quando todos os elementos trabalham em conjunto para construir uma sensação. O som, o movimento, a iluminação, o ambiente e os estímulos físicos ajudam a transportar o público para dentro daquele universo. Quanto mais coerente for essa integração, maior será a conexão emocional com a história”, destaca.
À frente da Multiverso Experience, empresa especializada na criação de experiências que unem tecnologia, arte, entretenimento e interatividade, Mohamad acompanha o crescimento da busca por formatos capazes de transformar o público em participante ativo. Para ele, a tendência deve avançar não apenas nos cinemas, mas também em exposições, eventos, ativações de marcas, atrações turísticas e experiências esportivas.
“O entretenimento está caminhando para um modelo cada vez mais sensorial e participativo. As pessoas não querem apenas consumir um conteúdo; elas querem entrar naquele universo, interagir, sentir e levar uma lembrança única. O cinema 4DX é um exemplo dessa transformação, mas essa lógica já está presente em diversos segmentos e deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos”, avalia.
Na visão do especialista, o sucesso de “A Odisseia” e a repercussão da sessão imersiva mostram que grandes produções podem ampliar seu impacto quando a tecnologia ajuda a transformar a narrativa em uma experiência completa. “Uma boa história sempre será o centro de qualquer experiência, mas a tecnologia pode potencializar a forma como ela é percebida. Quando imagem, som e estímulos sensoriais se conectam à narrativa, o público não apenas acompanha a jornada dos personagens: ele sente que está percorrendo esse caminho junto com eles. É essa capacidade de transformar histórias em vivências que deve definir a próxima fase do entretenimento”, conclui Mohamad Rabah.
*O texto acima foi gentilmente cedido pela assessoria de imprensa.



