Em entrevista a Fátima Bernardes, Luana Génot explica a origem do termo “Sim à Igualdade Racial”, que deu início à maior premiação de equidade racial do país

Fatima Bernardes e Luana Génot

O sétimo episódio da série Nossas Vivências, apresentada por Fátima Bernardes, recebeu a empresária, escritora, colunista, CEO e fundadora do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), Luana Génot, referência nacional no debate sobre igualdade racial. O episódio já está disponível no canal oficial do Youtube da jornalista: Link e a consolida como liderança inspiradora, que transforma vivências pessoais em ação institucional para um Brasil mais inclusivo.

Na conversa, a CEO destacou a importância de trocar a mensagem negativa do “não ao racismo” por um convite propositivo: “Sim à igualdade racial”, frase que nomeia a maior premiação de equidade racial e justiça climática, promovida pelo do ID_BR. Para ela, comunicar de forma afirmativa cria pontes, engaja diferentes públicos e convida a sociedade a reconhecer seu papel na transformação.

“Desde a época da faculdade, eu analisava as campanhas publicitárias de maior sucesso e todas tinham o viés positivo em comum, como a “Yes, We Can”, mas quando olhava para o Brasil a mensagem era “Diga não ao racismo”, e eu não achava suficiente. A palavra negativa faz com que a pessoa sinta que a pauta não é dela e ela não está envolvida, por isso, transformar a narrativa convida cada um a se reconhecer parte da mudança e agir de forma mais consciente”, explicou a CEO.

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A trajetória de Luana é marcada por consciência e ação. Criada pela mãe e pela avó, ela aprendeu desde cedo a enfrentar barreiras com determinação. Episódios de racismo escolar e desafios familiares reforçaram a necessidade de nomear as violências e resistir.

Sua vivência internacional reforçou seu olhar autocrítico, principalmente como voluntária da campanha de Barack Obama, experiência que lhe trouxe referências globais e reforçou a convicção de que o combate ao racismo exige ação coletiva. De volta ao Brasil, fundou o ID_BR com o objetivo de oferecer letramento racial e fomentar a diversidade dentro de empresas e instituições. O instituto já capacitou mais de 700 mil colaboradores e 60 mil professores, impactando organizações de diferentes setores e promovendo mudanças culturais significativas.

Para a empresária, o letramento racial vai além da correção de condutas e é ferramenta de performance e inovação. “Empresas mais diversas retêm talentos, evitam crises reputacionais e se conectam de forma mais autêntica com seus públicos. Escolas reduzem evasão e ampliam convivência”, afirma.

Além de sua atuação à frente do ID_BR, Luana também se destaca como autora e comunicadora e conselheira. Seus livros, artigos e palestras traduzem conceitos complexos de maneira acessível, aproximando diferentes públicos do debate racial e estimulando mudanças concretas.

Durante a entrevista, ela reforça que a diversidade precisa ser encarada como valor estratégico, capaz de impulsionar criatividade, inovação e resultados. A combinação de experiência, visão acadêmica e talento para a comunicação faz dela uma das vozes mais influentes na construção de um país comprometido com a equidade.

“Se eu tivesse que me descrever em uma frase, diria que levo cores e inclusão para dentro e fora do trabalho, usando minhas roupas e meu conhecimento para desafiar o sistema que apaga o brilho das mulheres no mundo corporativo”, completa a CEO.

Ao compartilhar sua história, Luana Génot reforça que a igualdade racial não é um ideal distante, mas uma construção diária que exige coragem, educação e empatia. A mensagem de que há espaço para todos “voarem” convida a sociedade a assumir responsabilidades, criar oportunidades e celebrar a pluralidade.

*O texto acima foi gentilmente cedido pela assessoria de imprensa.

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